12 de agosto de 2013

Toda Segunda pode ser perfeita!


"Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa."



 


"A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa."


Ótima semana a todos!


7 de agosto de 2013

Troco minha cara de pau pelo seu otimismo






      Depois de algumas conversas com alguns amigos meus, percebi a repetição, inconsciente ou não, de uma frase que usei - “Pense pelo lado positivo” - e cheguei à conclusão de que não me lembro de ser tão otimista assim. 
       Em meus momentos mais egóicos eu chegava a pensar “As pessoas existem no mundo pra fazer a vida das outras pessoas a sua volta um inferno” e hoje estou toda digna dando conselhos, acreditem, sobre otimismo. 
       Seria uma tática para fazer com que as pessoas sejam menos enervantes? Não sei. Eram meus amigos. Amigos não nos enervam, e se enervam, fazem com carinho e no final a gente apenas sorri. E o engraçado é que estando lá dois grandes pessimistas, um simplesmente injeta otimismo no outro. Agora me diz: onde é que existe abastecimento de otimismo que a gente não vê? 
       Se eu amiga de fulana(o) injeto otimismo em fulana(o), porque eu mesma não posso me alto medicar? É eu sei! Essa é uma daquelas perguntas retóricas que já vêm com a resposta. E perguntas retóricas nunca são tão retóricas assim. 


6 de agosto de 2013

Um pouco mais sobre Métrica...


       Hoje, quando fui responder os comentários  do blog, reli o texto e percebi que detalhes sobre Métrica mesmo eu não dei. Aí me lembrei que sofro da mesma mania que minha mãe: digo as coisas pela metade por achar que as pessoas tão pensando o mesmo que eu. #aloka #eusei  :p
       Aí resolvi fazer um post com mais dados do livro pra ninguém ficar no cri cri cri.



Livro: Métrica (Slammed)
Autora: Collen Hoover

Sinopse:



O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.
 

           A autora dedica o livro à banda The Avett Brothers "por me motivarem a 'decidir o que ser, e simplesmente sê-lo'." e também cita no início de cada capítulo um trecho de algumas músicas deles. 
       E pra vocês verem que eu sou um doce, segue abaixo a lista dos nomes das músicas que a autora cita no livro.



  1. Salina
  2. Gimmeakiss
  3. I Would be Sad
  4. I'll With Want
  5. Paranoia in B flat Major
  6. Living Of Love
  7. Tin Man
  8. The Perfect Space
  9. Slight Figure of Speech
  10. Die Die Die 
  11. Swept Away
  12. Paranoia in B-Flat Major
  13. All my Mistakes
  14. Then Thousand Words
  15. Once and Future Carpenter
  16. Complaint D'un Matelot Mourant
  17. Muder in the City
  18. Laundry Room
  19. Talk on Indolence
  20. If it's the beachs
  21. When i drink

       Para mais detalhes sobre a autora e o livro segue abaixo alguns links interessantes! :p ;)

Site
Good Reads
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Matéria de lançamento
BookTrailer



É isso pipól! Agora sim tá certo nean?
beijo doce

    5 de agosto de 2013

    Suerte



    "Só não entendia onde meu pai enxergava as garras retráteis de Logan.
    – E as garras das mãos, pai?
    – São as palavras, meu filho. Você se defende com a linguagem 
    ou se agarra nela para não morrer."

    Carpinejar 




           PARÁBOLA. Essa é única descrição plausível para esse livro. A parábola é conhecida por relatar fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de apresentar, ensinar uma verdade. Esse livro surge como explicação, orientação, comunicação entre eu e... eu mesma! É eu sei. 
         Minha amiga me indicou esse livro, disse que se tornou o segundo melhor livro que já leu na vida (e acredite, ela lê pra caramba) e que foi o que ela precisava ouvir. Eu gosto disso. Os livros se tornaram importantes pra mim quando percebi/senti que poderiam fazer diferença na minha vida, afagar meu coração, me direcionar e no final me fazer uma pessoa melhor. E acabou se tornando um vício. Palavras se tornaram meu radar.
          Métrica de Collen Hoover me foi apresentada e eu me exibi pra ele. Disse que já tinha lido muitos livros e que não me surpreenderia facilmente. Levei um tapa na cara. Fui desarmada. Mas assim é melhor, sem travas, nem empecilhos.
           Fui surpreendida pela sensibilidade, pureza e sinceridade. Pelo modo como a estória foi conduzida com naturalidade e por lidar com fatos vulgo escolhas que hoje em dia são considerados banais e ultrapassados, e também pelo modo como fala sobre a maneira que enfrentamos as realidades da vida. Mas acima de tudo me surpreendeu pelo modo como me achei em varias partes dele e também por encontrar poesia como modo de respiro, assim como é pra mim. E agora eu não preciso conter minha poesia.

         


           Não é pela letra. É pela melodia. O som do vento durante a construção do eu é sutil como a melodia do piano. O ritmo da musica é a força do ritmo com que se dança a poesia em minha respiração. A criança do vídeo batendo o ritmo no peito diz: “Venha e sinta!”
          O livro me despertou pra coragem de assumir que o que tenho por dentro é meu e não preciso fugir disso, de quem eu sou. Eu sou a poesia em pessoa e pronto.
           E entre as minhas turbulências Lake, Will, Kel, Caulder, Julia e Eddie me mostraram que humanizar meu olhar me faria melhor. E pronto. Mudei. Agora sou uma pessoa melhor. Agora quero limpar o tal canal manchado e ver humanizado. E talvez querer parar de desejar que o livro seja infinito e que eu continue o lendo pra sempre. 


    “Yo soy tu alma y tu mi suerte



    1 de agosto de 2013

    Descobertas Felizes!!!

            Algum tempo atrás, em uma das minhas visitas à biblioteca municipal decidi por pegar emprestado um livro com coletânea de vários escritores importantes como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, meu divo Carlos Drummond de Andrade e Rubem Braga. Dentre tantos textos maravilhosos, encontrei um muito divertido. Rubem Braga está na minha lista de felizes descobertas!!! =D


    Imagem do livro "Para Gostar de ler - volume 3 - Crônicas"

    Recenseamento

    Por Rubem Braga


           São Paulo vai se recensear. O governo quer saber quantas pessoas governa. A indagação atingirá a fauna e a flora domesticadas. Bois, mulheres e algodoeiros serão reduzidos a números e invertidos em estatísticas.
            O homem do censo entrará pelos bangalôs, pelas pensões, pelas casas de barro e de cimento armado, pelo sobradinho e pelo apartamento, pelo cortiço e pelo hotel, perguntando:
            – Quantos são aqui?
            Pergunta triste, de resto. Um homem dirá:
            – Aqui havia mulheres e criancinhas. Agora, felizmente, só há pulgas e ratos.
            E outro:
          – Amigo, tenho aqui esta mulher, este papagaio, esta sogra e algumas baratas. Tome nota de seus nomes, se quiser. Querendo levar todos, é favor.
    E outro:
            – Eu? Tinha um amigo e um cachorro. O amigo se foi, levando minhas gravatas e deixando a conta da lavadeira. O cachorro está aí, chama-se Lord, tem três anos e meio e morde como um funcionário público.
            E outro:
          – Oh! sede bem-vindo. Aqui somos eu e ela, só nós dois. Mas nós dois somos apenas um. Breve, seremos três. Oh! E outro:
           – Dois, cidadão, somos dois. Naturalmente o sr. não a vê. Mas ela está aqui, está, está! A sua saudade jamais sairá de meu quarto e de meu peito! E outro:
          – Aqui moro eu. Quer saber o meu nome? Procure uma senhorita loura que mora na terceira casa da segunda esquina, à direita. O meu nome está escrito na palma de sua mão. E outro:
          – Hoje não é possível, não há dinheiro nenhum. Volte amanhã. Hein? Ah, o sr. é do recenseamento? Uff! Quantos somos? Somos vinte, somos mil. Tenho oito filhos e cinco filhas. Total: quinze pestes. Mas todos os parentes de minha mulher se instalaram aqui. Meu nome? Ahn… João Lourenço, seu criado. Jesus Cristo João Lourenço. A minha idade? Oh! pergunte à minha filha, pergunte. É aquela jovem sirigaita que está dando murros naquele piano. Ontem quis ir não sei onde com um patife que ela chama de “meu pequeno”. Não deixei, está claro. Ela disse que eu sou da idade da pedra lascada. Escreva isso, cavalheiro, escreva. Nome: João Lourenço; profissão: idiota; idade: da pedra lascada. Está satisfeito? Não, não faça caretas, cavalheiro. Creia que eu o aprecio muito. O sr. pelo menos não é parente da mulher. Isso é uma grande qualidade, cavalheiro! É a virtude que eu mais admiro! O sr. é divino, cavalheiro, o sr. é meu amigo íntimo desde já, para a vida e para a morte!


    Espero que tenham gostado do texto como eu! 

    beijos da Luci!