30 de setembro de 2015

Daquilo que aprendi com a vida*




Autor Desconhecido



   Quando eu descobri que eu queria mesmo escrever, que meu primeiro poema não era só um experimento, eu decidi colocar datas em tudo o que eu escrevia. Eu dizia, e isso era a simples e total verdade até pouco tempo, que eu queria que as pessoas pudessem de alguma maneira encontrá-los, e tê-los como um facilitador de suas vidas como a literatura tem sido pra mim. Meus escritos seriam meu diário lírico, porque o lirismo torna a dor mais bonita. 
    Hoje já penso um pouco diferente. Me servem pra saber como me sentia em determinada época, talvez seja pra me encontrar no final das contas, caso eu me perca no caminho.O que não mudou foi a imagem que tenho deles (os poemas), as palavras foram usadas para dar vida aos meus sentimentos, porque pra mim, enquanto não os expressassem através da fala ou da escrita, eles nunca se tornariam verdadeiros. Muitas vezes não consegui dizer o que pensava, mas nos meus textos minhas verdades criaram vida. É como o processo de gerar uma criança. Meus textos são minhas crianças. Dou a luz às minhas verdades. Nesse processo, quem nasceu foi eu. Olho pro meu primeiro poema e me imagino um feto. 
   Eu folheio meu caderno de poemas, e vejo como minhas palavras foram importantes para o meu amadurecendo como pessoa e como escritora. Eu não sei o que eu aprendi com a vida, sei que senti a vida e dei vida ao que sentia. 
   Todos meus poemas são fotografias na minha mente e sinto dizer que fui desperta pelo príncipe das palavras com um delicado e amoroso beijo.


_______________________________________________________

*Esse texto faz parte do Projeto Escrita Criativa