2 de fevereiro de 2016

{Convidada} Poema Para Bukowski Pra Você Pra Mim Pra Muitos


As vezes sinto medo do que sinto
E sentindo vou seguindo
Tropeçando, chorando, martirizado
E ainda assim dando a cara pra bater
Maltratando o coração
Vendo o que ninguém mais vê
Ser diferente ?
Nem da pra ser
Me vejo como reflexo rápido no espelho
A foto captada
O espírito inconformado
Inquietude
Nunca reflito
Se reflito não sigo
Sempre procurando o desejo
O modo de viver amanhecendo
Vivo a cada dia
E cada dia que vivo
Crio meus próprio código de guerra
Combatendo o que vem pra me matar
Ferro, fumo, líquido, sangue fluído
As cores as cenas viagens
Minha lucidez escapa
Meus passos tropeçam
Amanheço entre o que fui
E o que sou
Vivo na madrugada
Faço textos pra comer
Me nutro de minha intensidade
Me devoro, me vomito,
Sou louco, amo os feios
Esquisito, admito...
Vim pra ser, nunca entender
Confundir, chocar
Mas por que
Só quis viver...
O mundo vale a pena pelos loucos...
As suas dores, copos, tragos e livros
As suas recaídas, mortes em vida
Admiráveis os que são compostos
Por tudo que intensamente arde...



“...e me tornei um vagabundo

eu vivi contando os centavos
dormindo em quartos baratos
e em cima dos passeios
eu pensava que talvez os vagabundos
soubessem de algo....” 
Bukowski

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Ana Duarte é escritora do blog Às Vezes Céu Azul Às Vezes Tempestade. Ana "É carioca e adora ser". Ama pontinhos (eu também! <3)e parênteses. Diz que escreve até em papel de pão e guardanapo velho.
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