2 de março de 2016

Geometria dos Ventos


Fonte: geometria . extravagante

Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada -
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia.
Sim, é o encontro com a Poesia.
Rachel de Queiroz


2 comentários:

  1. Sabe que seu poema me lembrou que não li quase nada da Rachel de Queiroz, mas que sempre tive esta vontade.

    Vou procurar mais!

    Beijos,

    http://www.algumasobservacoes.com/

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  2. Oi Fê! obrigada por comentar! Eu também tenho procurado por mais coisas dela. Acho ela é genial!

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